12/14/2007

Novela Felipe

Contarei a verdade sobre a caso Felipe.
 
O arauto da oposição culpa a diretoria, diz que o problema não é financeiro, que a condução de Antônio Carlos sobre o caso é questionável justificando para tanto o fato de que Felipe é negro e que Antônio Carlos já fora punido no passado por racismo.
 
Acontece que ninguém esperava o Corinthians disputando a Taça de Prata do Campeonato Brasileiro no ano que vem, então a polpuda valorização do arqueiro Felipe se tornou um bom reajuste para o atual momento do clube.
 
A diretoria ofereceu 80% de reajuste e um apartamento no Tatuapé, próximo ao clube. Porém, um dos representantes de Felipe, Bruno Paiva, acredita que Felipe merece um salário com "valor normal de mercado", algo em torno de R$ 120 Mil, representando cerca de 300% de aumento. Paiva ainda compara Felipe com Marcos, do Palmeiras e Rogério Ceni, do Sâo Paulo, dizendo que Felipe merece tal supervalorização.
 
Tudo começou com as declarações de Marquinhos Chedid, presidente do Bragantino, que detém 25% dos direitos federativos do Felipe, afirmando ter interesse na negociação do goleiro com outros clubes, inclusive do exterior, dizendo ter propostas e nitidamente lambendo os beiços pela sua fatia do bolo.
 
Seus procuradores, Marcelo Goldfarb e Bruno Paiva, começaram a usar a imprensa, afirmando ter propostas por Felipe e forçando uma valorização do atleta, que tem contrato com o Corinthians até 2011. Atitude contumaz da maioria dos procuradores de jogador.
 
Começa um jogo de empurra. Os procuradores dizem que o clube divulgou informações sobre a negociação, o Corinthians nega. Goldfarb queixa-se sobre as declarações de Antônio Carlos, numa clara demonstração de depreciar Felipe perante a torcida, mas que em nenhum momento faltou-se com a verdade.
 
Divulga-se que o Felipe quer ficar, que tem identificação com a torcida, que é ídolo, numa clara tentativa de tirar a do atleta da reta perante a opinião publica, mas o dinheiro fala mais alto.
 
O conselheiro Wilson Jr. (filho de Wilson Bento) que participou das negociações do contrato com o Felipe, afirmou a Rádio Jovem Pan que o clube prometeu ao arqueiro uma valorização do contrato atual, que aconteceria em dezembro, então antes disso o Corinthians não teria de procurar o jogador ou qualquer um de seus representantes.
 
O Fluminense, alicerciado pela sua patrocinadora Unimed e pelo supermercados Sondas, conversou diretamente com os procuradores, acertando luvas, salário, tempo de contrato e residência para Felipe defender o tricolor carioca. Com isso enviou, oficialmente, um pedido de consulta ao Corinthians sobre a possibilidade de negociação amigável. Em nota oficial, a diretoria diz não ter interesse em negociar o jogador por empréstimo ou por venda.
 
Para o Fluminense tirar Felipe do Corinthians, será necessário depositar em juízo o valor de R$ 12 Milhões (para clubes brasileiros), independente de ser 50% para o Corinthians, 25% para o Bragantino e 25% para o atleta, cujo o valor ficará ajuizado até a resolução do caso. Em seguida será necessário o jogador entrar na Justiça do Trabalho, exigindo a quebra do contrato, porém é um caso extremamente difícil, pois o jogador tem contrato vigente até 2011 e o Corinthians não teve qualquer atitude que faça tal contrato ser quebrado. Tanto que o Corinthians poderá, a revelia, exigir da FIFA uma multa contra o clube que o contratar.
 
Andrés Sanches está na Europa, mas pelo telefone, concede entrevista para Wagner Vilaron do Diário de São Paulo, falando sobre o caso Felipe, afirmou que se o jogador não quiser o reajuste, que continuará com o salário já estabelecido no contrato, mandando o recado diretamente ao atléta e seus procuradores.
 
Tudo que é veiculado na mídia é a mais pura e simples tentativa de tumultuar o ambiente no clube, forçando a diretoria a tomar decisões amadoras e forçadas, visando apenas lucro de empresários.
 
O Felipe só sai do Corinthians se o Corinthians assim quiser. E depois ainda dizem que o problema não é financeiro? Faz-me-rir!
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