4/02/2008

Marketing de Guerrilha Roxo

O termo 'Marketing de Guerrilha', de acordo com o Wikipédia, é um tipo de guerra não convencional no qual a principal estratégia é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes.
 
Geralmente de custo baixo, a técnica ganha destaque no meio publicitário. A idéia é causar fatos que motivem o boca-a-boca e a divulgação gratuita por conta de algum tipo de apelo popular que possa atingir o objetivo traçado sem pagar espaços publicitários e midias tradicionais.
 
Como exemplo, nos EUA, diversas carteiras foram espalhadas pelas calçadas de Manhanttan, sem dinheiro ou cheques, cada uma delas possuia um cartão com uma mensagem motivando doações para instituições de caridade, a maneira inusitada recebeu diversas publicações e motivou o segmento.
 
Não tem muito tempo e um maluco anunciou que jogaria R$ 10 mil em notas de 1 Real por um dos prédios da Av. Paulista, algumas notas cairam, muitas pessoas motivadas se aglomeraram, houve cobertura de jornais e televisão, nas notas o objetivo: um carimbo de um site. Não se sabe se foi jogado mesmo os R$ 10 mil, mas o site contabilizou mais de 100 mil visitas por conta da propaganda gratuita.
 
E o que dizer das famosas que aparecem com a mesma roupa, num mesmo evento. Coincidência, não, longe disso. Foi o que aconteceu com Galisteu e Taís Araújo na estréia do Cirque du Soleil, onde ambas com um vestido rosa e cheio de "S" desfilaram a ação promocional do shampoo Seda. E a mídia caiu feito patinho divulgando gratuitamente o fato.
 
O que isso tem relação com o Corinthians? Ora caro leitor, tem tudo! O Corinthians anuncia a camisa n. 3 meses antes da venda oficial, pinta muro, vestiário, ônibus e começa uma campanha de lançamento. Eis que derrepente, uma pichação exige o preto e branco, a discussão começa se a camisa é realmente uma homenagem ou uma afronta às tradições, a mídia começa a abordar o assunto por todos os lados. O Corinthians entra em campo de Roxo, joga as camisas pra torcida, faz charme, não será desta vez que será usada oficialmente. Resultado da campanha: 3 mil camisas vendidas no lançamento e uma discussão interminável sobre a camisa.
 
Se foi marketing de guerrilha, ninguém sabe, mas os publicitários já colocaram o caso para discussão, o que por si só, já é de se desconfiar.
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