2/05/2008

Batismo Corintiano

"Bati no peito e gritei", diz são-paulina que desfilou na Gaviões

No Carnaval de São Paulo, a Gaviões da Fiel sempre dá um jeito de substituir o verde em suas alegorias por qualquer outra cor --tudo para evitar a lembrança do "Verdão", o arqui-rival Palmeiras. Mas, apesar das rivalidades no futebol, há torcedores que não se importam em trocar de time por 65 minutos --o tempo que cada escola tem para desfilar-- em nome da festa.

Entre os componentes da Gaviões, nem todos eram corintianos. Márcia Cassiano, 37, são-paulina, desfilou vestida de colombina alvinegra. "Foi lindo, é mágico, não dá para explicar, a arquibancada é incrível", disse, elogiando a torcida alheia.

Também são-paulina, Silvia Bauer, 50, fez mais do que cantar o verso "Sou fiel, sou gavião". "Bati no peito e gritei! Vou ser expulsa da minha família!", diz.

As amigas Priscila Balbino, 25, e Jennifer Benninghoven, 22, corintianas, desfilaram na mesma ala de Bauer, fantasiadas de anjos. Elas não souberam explicar a relação entre a fantasia e o enredo da escola, que conta a história dos bandeirantes de Santana de Parnaíba (região metropolitana de São Paulo), mas resumiram a força da Gaviões com palavras como "espírito", "união", "calor" e "única".
 
 
Comentário:
 
Pelo que sei, a torcida Independente pretende se tornar escola de samba, seguindo os caminhos de Gaviões e Mancha. A rivalidade das arquibancadas ganhará a avenida. Não será nada ruim isso ocorrer, desde que exista harmonia, no campo, na arquibancada e na avenida.
 
O problema mesmo é a 'invasão' de outras torcidas dentro da agremiação. Afinal, escutar de um torcedor adversário o que foi divulgado na reportagem, não tem explicação, né Casares? Esse é o Batismo Corintiano!
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