3/13/2008

Saindo de cima do muro

A Fifa está promovendo ações a fim de evitar novos casos "Corinthians/MSI", como a própria entidade cita de exemplo em seu site oficial.
 
É claro que, com o conhecimento que temos hoje de causa e efeito da parceria com a MSI, nenhum conselheiro aprovaria tal parceria, afinal o título de 2005 e Carlitos Tevez não apagam o vexame de cair de divisão em 2007.
 
Mesmo na época da aprovação da parceria, os poucos opositores não tinham (e ainda não tem) provas contundentes sobre as suspeitas de lavagem de dinheiro - ainda sob investigação - e nem argumentação suficiente para impedir a aprovação na época, já que todo mundo dizia amém ao vitórioso presidente Alberto Dualib, sem qualquer questionamento. Restou a esta minoria algumas exigências para alterações do contrato "visando o bem e a proteção do clube".
 
Mas ser contra a parceria com a MSI, desde seu início, pode credenciar alguém como "inocente" nesta história toda? Será que tais opositores a parceria na época podem lavar as mãos por não participar exclusivamente deste episódio nefásto do Corinthians? Deixar de ser culpado neste episódio apaga a culpa por tantos outros episódios sórdidos nesses 14 anos de 'Era Dualib'?
 
Este é o ponto, pois acredito que fazer a coisa certa uma vez, não apaga as coisas erradas do passado. Ser contra a parceria não apaga aprovar as contas de Dualib. Ser contra a parceria não isenta ninguém de erros do passado como a contratação de jogadores duvidosos e a expulsão de ídolos por birra sem nenhum profissionalismo. Ser contra a parceria não isenta de culpa na pizza que foi a CPI do Banestado. Segurar uma bandeira não esconde o passado, pelo menos comigo não.
 
A 'herança maldida' é fruto de anos e anos de uso pessoal dos mandatários do PSJ, gente que aliciava jogador, que cobrava para fazer peneira, que tinha empresa fornecendo serviço superfaturado e que nos bastidores usava o amor de uma torcida para encobrir seus próprios problemas.
 
Por isso, ser contra a parceria não pode credenciar alguém como dono da verdade ou isentar de culpa. O Corinthians de hoje pede gente que não fique em cima do muro, que deixe claro que é a favor das diretas, que diga abertamente que é contra Dualib - apesar de ter participado de sua gestão e neste ponto, Sanchez ganha crédito.
 
Andrés Sanchez pra mim é como o PIB brasileiro, ou seja, é o melhor dos últimos anos, mas aquém do que espero como presidênte do Corinthians, mas já é um excelente começo. E apesar de não ser o presidente dos meus sonhos, vem merecendo meu respeito e apoio, em prol do Corinthians.
 
Em 2000, Marcelinho e Rincón eram inimigos mortais, mas dentro de campo havia uma sintonia perfeita, será que fora de campo não poderiamos reeditar algo assim? É o Corinthians! Pelo Corinthians deveriamos deixar nossas diferenças de lado e trabalhar pelo clube e para o clube, o Corinthians é grande, façamos ele grande então!
 
Dá pra sair de cima do muro então? Fora Dualib! Diretas já!
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