3/31/2011

Uma orientação, por favor!

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Tenho recebido alguns questionamentos sobre a reunião do CORI que engessou o trabalho da Comissão de Reforma do Estatuto do Corinthians. Quando publiquei o resultado da reunião, me revoltou o fato do CORI ter vetado praticamente todas as sugestões, sem debate ou discussão.

Para outros, a situação não é preocupante, pois a decisão do CORI não é definitiva e o CD pode levar as questões para debate e posterior assembléia. Porém existe uma tendência do presidente do CD Carlos Senger em seguir as orientações do CORI. Posso ter uma visão pessimista por conta da visão política, mas espero – e aguardarei - que reine o bom senso.

Percebi que ao citar o nome de Valdemar Pires como pai da proposta de continuidade do Chapão, que teve o aval e voto de outros como Rubão, Marlene Matheus e Miriam Athiê, fui incluído na lista de blogueiros que usam qualquer pêlo em ovo para acusar as pessoas que compõem as chapas de oposição. Aí virei situação, mas meu texto é politizado, não político.

E o chapão é democrático? A atual diretoria e até alguns opositores entendem que não. A proposta da Comissão era justamente democratizar as eleições no clube oferecendo alternativas que continham vantagens e desvantagens, mas o importante era oferecer a oportunidade dos sócios votarem realmente em quem desejam e não em um ou dois membros que elegerão todos os 200.

Qual seria o melhor caminho? A proposta era justamente discutir isso, fora outros itens como a redução da idade para ser eleitor de 18 para 16 anos (adequando ao sistema eleitoral vigente do País), a criação de uma espécie de “ficha limpa”, com regras morais rígidas para a pessoa se candidatar e regras para a divulgação antecipada das pessoas em condições de votar. Alias, esta última é praticamente uma obrigatoriedade, pois todos os sócios viram o show que alguns deram por não conseguirem votar na última eleição.

Vale informar que a Comissão de Reforma é composta por pessoas de situação e oposição, sendo que apenas um membro deles faz parte da diretoria: Alexandre Husni, Guilherme Strenger, Ademir Benedito, Felipe Ezabella, Luiz Cezar Granieri, Mauro Gasparian, Miguel Marques e Silva, Osmar Stabile e Sérgio Alvarenga.

Essas pessoas se doaram para fazer pesquisas, abriram discussões com seus colegas políticos e houveram alguns debates internos. O resultado desse trabalho – aprovado por unanimidade pela Comissão – foi simplesmente ignorado. Afinal o importante agora é a apresentação do Adriano! Valeu CORI!

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