3/03/2011

Ah esse estádio que não sai…

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Quem me acompanha neste blog, sabe o cuidado que tenho ao falar sobre o assunto estádio.

Detalhes técnicos, burocracia governamental, um boato aqui, uma notícia distorcida lá, requenta matéria e o assunto volta, mas “quando” o bicho sai do papel?

Desde o anúncio oficial na comemoração do centenário do clube, fiz uma previsão “otimista” e num puro achismo, disse que provavelmente antes e abril deste ano, nada além da terraplanagem seria feita.

Minha previsão se baseava na pura e simples burocracia que teríamos com ou sem Copa, levando em consideração os problemas com o terreno, com o duto, com a construção e com as garantias.

A CBF quer o estádio pronto em 2013 para a Copa das Confederações, a presidente Dilma exigiu empenho de todos os envolvidos.

O prefeito Kassab já providenciou um termo de ajustamento de conduta e a situação do terreno já está regularizada, bem como as licenças para as obras já estão em vias de autorização e publicação no Diário Oficial aguardando apenas o acerto com o Ministério Publico.

O governador prometeu melhoria na infraestrutura de Itaquera e que haverá uma nova estação do metrô na porta do estádio.

Na última coletiva de Andrés Sanchez, o presida alvinegro falou que quase se convence de que tudo não passava de um sonho, respondeu ironicamente aos questionamentos dos jornalistas.

No programa Camarote do Premiere Futebol Clube, Andrés falou com mais tranquilidade e afirmou que dia 20 de março, 1800 funcionários estarão trabalhando a todo vapor para deixar o estádio pronto para a Copa das Confederações.

Depois disso foi a vez da FIFA oficializar o estádio do Corinthians para a Copa de 14 e descredenciar o Morumbi, enterrando as notícias de que esse estádio estaria ainda no páreo para ser a sede paulista da Copa.

Ontem (02), a Transpetro, subsidiária da Petrobrás, anunciou que desviará os dutos Osvat 22 e Osvat 24 por um terreno ao lado do estádio, porém ainda será discutido as questões relativas aos custos da obra.

Com o apoio e ajuda dos governos federal, estadual e municipal, a questão do duto resolvida, resta ao Corinthians a engenharia financeira para bancar, não apenas o estádio, mas o complemento para ampliar a capacidade do projeto para 65 mil pessoas.

Estamos falando de uma linha de crédito de R$ 400 milhões via BNDES e que mais R$ 200 milhões serão necessários para a ampliação. O Corinthians não pretende bancar essa diferença e espera, pacientemente, a graça e a benção da FIFA, da CBF ou de uma emissora de tv qualquer.

Porém é necessário que se diga, apesar do estádio do Corinthians ser oficialmente sede paulista da Copa e o desejo dos envolvidos para que nele se realize a abertura, as obras precisam começar imediatamente e a conclusão ocorrer em 24 meses. Alguém quer apostar comigo que os custos do estádio podem ultrapassar a casa do R$ 1 bilhão? Enquanto isso, o Corinthians vai terraplanando…

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