3/17/2011

Muita receita e muita dívida

07-olhar-cronico-esportivo O excelente texto de Emerson Gonçalves do blog Olhar Crônico Esportivo do portal globoesporte.com vale a leitura.

Interpretando o balanço alvinegro com muita coerência, onde apesar do aumento da dívida, houve também um superávit pelo terceiro ano consecutivo.

Convido também a leitura dos comentários, onde as respostas de Emerson Gonçalves é feita com maestria.

Abaixo um compacto dos comentários e das respostas:

A dívida representa 60% do faturamento, a curto prazo impagável, quando será quitada?

Ela é alta, sem dúvida, mas uma parte dela é referenta às dívidas fiscais, incluídas no Timemania e, mesmo se considerada pelo total, é pagável sem dramas exagerados, desde que com uma boa negociação que alongue ao máximo seu perfil.

Com a saída de Ronaldo, o Corinthians perderá em arrecadação?

Pelo que foi dito algumas vezes, Cleber, haveria uma redução no valor do patrocínio sem o Ronaldo. No momento não temos informação a respeito e como o contrato foi revalidado com ele no elenco, vale o mesmo valor, até informação em contrário.

Os grandes clubes têm valores de mercado mais ou menos estabelecidos, que podem mudar em função do desempenho esportivo. Por que? Porque bom desempenho no gramado corresponde a uma boa presença na mídia e, consequentemente, exposição de marca do patrocinador.

O Corinthians pode ter manipulado o balanço?

Todo balanço é auditado por empresa independente e credenciada.

O Clube não deveria publicar os balanços mensais e apresentar detalhes e notas explicativas?

Segundo o Raul Correa da Silva, o diretor-financeiro, o perfil da dívida está administrável.
Salvo novas contratações de alto impacto, a tendência é haver uma diminuição na despesa nesse ano corrente. De fato, seria ótimo ter os balancetes mês a mês ou trimestralmente, porém mais completos. O Santos tem essa exigência em seu novo estatuto. Espero que seja cumprida e espero que os demais adotem medidas semelhantes.

Divida não é para ser paga, mas administrada, segundo o Rosenberg disse ao Cosme Rímoli…

O que o Rosenberg disse é correto: dívidas podem ser administradas, coisa muito diferente de não pagar. Não é, digamos, algo isento de riscos, mas patrimônio e, principalmente, as receitas, devem ser fortes o bastante para garantir que as dívidas sejam pagas (rolar dívida significa pagar, também, e com o acréscimo dos custos extras) e, um dia, quitadas. Quando li a matéria do Cosme que originou essa correçao do Rosenberg tive certeza que ela estava distorcida, por ter sido mal entendida.

Quanto mais se arrecaa, mais se gasta?

Existe uma lógica meio cruel, nesse “mais ganha, mais gasta” e ela tem a ver com a manutenção da competitividade. No caso do futebol, bons times se fazem com bons jogadores que custam caro, já que são disputados justamente por serem bons. Mantê-los ou trazê-los, implica gastar mais e mais, mas também significa vencer mais jogos e conquistar mais títulos, o que gera mais e mais receitas…
Claro que isso não é matemático, principalmente no futebol, como bem sabemos, mas na maioria das vezes essa é a fórmula que funciona.
O IBOPE mede a audiência em sete grandes praças no Brasil, diariamente e SP é uma delas. Em SP, em função do uso de equipamentos especiais, tem-se a audiência minuto a minuto, em real time, portanto.

 

PS. As perguntas, assim como as respostas acima, podem ser lidas na íntegra no blog do Emerson Gonçalves.

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