3/30/2011

Sem medo…

A Revisão Estatutária proposta ao CORI abordava itens pontuais para ajustar e corrigir eventuais falhas ou necessidades que foram sentidas após a aprovação em agosto de 2008.

Com exceção de dois itens, o restante não representava qualquer mudança radical, apenas ajustes de itens importantes para a vida do clube.

Mudar o estatuto foi uma vitória, conquistamos a eleição direta, a impossibilidade de reeleição, o fim dos conselheiros biônicos, a redução dos conselheiros vitalícios entre outras dezenas de ações.

A atualização estatutária deveria ser inevitável, porém é necessário discutir as propostas, trocar idéias, melhorar o que já havia melhorado e democratizar um dos maiores clubes do mundo.

Porém a decisão do CORI engessou o trabalho da Comissão de Revisão, que só aprovou os que lhes eram mais agradáveis: 1) A antecipação do pleito eleitoral para Dezembro, sugestão do próprio presidente Andrés Sanchez, visando garantir ao futuro presidente maior tempo para estruturar sua administração. 2) Eleição do conselho formado por chapas, com 200 membros cada, onde a mais votada elegeria todos os seus membros. Proposta esta apresentada por Waldemar Pires.

Foram deixados de lado, sem qualquer discussão ou possibilidade de debate, pois seria encaminhado para os conselheiros e depois discutido no CD, diversas propostas bacanas, mas a visão limitada e arbitrária fez o Corinthians adiar tais modificações.

Entre as propostas, listarei algumas interessantes e que valem o debate, afinal ninguém aqui é dono da verdade. Cada item tem uma avaliação de benefícios para o clube, tanto para o futebol, quanto para o social. Não podemos esquecer, para alguns é melhor ter uma piscina limpa e funcional do que alguém que mire o futebol como objetivo.

Listo abaixo algumas das propostas da Comissão de Revisão:

  • Redução do prazo para voto
    O sócio poderia votar após 03 anos de associado contra os 05 atuais. Para ser candidato, o prazo permaneceria de 05 anos.
  • Eleição para o Conselho Diretivo
    A eleição para o CD passaria pela redução dos vitalícios e da democratização do restante do pleito nas seguintes alternativas:

    a) Representação Proporcional
    Candidatos fazem parte de uma chapa, a que vencer fica com as 200 vagas. A eleição seria individual, sócios votariam em 20 candidatos.

    b) Sub-Chapas
    Candidatos fazem parte de uma chapa, porém são compostos de grupos com 25 candidatos. Cada eleitor votaria em 2 destas chapas.

    c) Candidatura Individual
    Candidatos fazem parte de uma chapa, porém são eleitos individualmente. Cada eleitor votaria em 20 candidatos, os mais votados são eleitos.
  • Sócio Eleitor
    Criação de uma categoria de sócio eleitor apenas e exclusivamente com direito a voto, sem ter acesso às dependencias do clube ou votar para a formação do CD e sem possibilidade de ser candidato.

Concordando ou não com as sugestões acima, vale o debate. A redução do prazo é tão somente pontual, não valeria para esta eleição. Nenhum sócio deveria ter seu direito à voto cercado por um prazo tão longo, porém é a minha opinião. Assim como a eleição para o CD deveria ser a mais democrática possível, acho a alternativa das mini-chapas mais interessante, só não entendi a do CORI levar apenas a eleição proporcional adiante. Quer algo mais anti-democrático?

O sócio eleitor é uma discussão boa, tem quem ache que o clube seria entregue à torcida, tem quem diga que o social seria abandonado, tem diga que as eleições poderiam ser manipuladas por um magnata, alguém sem vivência no clube ser eleito e de rivais escolherem nosso presidente.

Sou a favor de uma nova categoria de sócio, que poderia ser fundida ou até mesmo distinta do sócio-torcedor, mas todos com direito a voto. Minha opinião, claro, pode ser uma atitude muito radical frente aos dinossauros do Parque São Jorge.

De nada adiantou o trabalho da comissão, de pessoas que sonham em mudar o Corinthians. A impressão é que damos dois passos para frente e ainda caminhamos para trás. O Corinthians é maior, mas tem muita gente que não larga o osso. Uma pena.

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