9/02/2009

Reforma grátis e com isenção!

morumbi_NAO Uma comitiva paranaense esteve ontem em Porto Alegre com o objetivo de combinar estratégia para livrar a Arena da Baixada e o Beira-Rio de impostos federais nas obras de ampliação para a Copa do Mundo de 2014.

Outro encontro será promovido após o feriado, em Curitiba, desta vez com a participação dos governadores dos estados em que os estádio são particulares, incluindo São Paulo por conta do Morumbi.

A idéia é chegar até a ministra-chefe da Casa Cívil, Dilma Rousseff, para pressionar o Governo Federal a mudar a legislação e isentar os clubes de impostos como o PIS/Pasep e Cofins.

O São Paulo vai atualizar o projeto de reforma do Morumbi pela internet, onde será possível conferir as mudanças, já que a FIFA possui um Comitê Organizador que já tem interferido nas decisões, como a última solicitação de ampliar a área de hospitalidade e trajetos de jornalistas. O clube já contratou a PNG, empresa alemã, para transformar o projeto em realidade.

Preocupado com o “futuro” do estádio, o São Paulo recebeu na última sexta-feira, projetos de arquitetos que prestão consultoria ao clube, onde foram apresentadas soluções adicionais, que agradaram ao clube, pois tornariam as áreas mais atrativas aos investimentos e patrocínios.

As mudanças devem ser publicadas e aprovadas pelo Comitê, porém com relação à cobertura, o Morumbi está na estaca zero. O clube aguarda projetos alternativos, pois o custo sugerido é igualmente proporcional à reforma.

Para atrair investimentos, o Morumbi tem se transformado num enorme Shopping Center, com restaurantes, academias, bares e livrarias, além de contar com uma ajudinha da Prefeitura ao ganhar a linha ouro, ligando o Jabaquara, passando pelo aeroporto de Congonhas e terminando no Morumbi, com direito a 3 bolsões de estacionamento, porém ainda assim depende do dinheiro público para financiar as mudanças e não ser sumariamente vetado pela FIFA.

A questão principal, alvo desta discussão, são os motivos de exclusividade para Morumbi, Beira-Rio e Arena da Baixada? Será que o Corinthians não quer sua Fazendinha e até a construção de um estádio em Itaquera, o Palmeiras não quer o Palestra Itália e o Santos não quer sua Vila Belmiro reformadas com isenção de tributos e empréstimos a lá SFH, com privilégios de transportes com aquela forçinha dos governos federais, estaduais e municipais?

Alias, quem aqui duvida que, além de isenção, o Morumbi não receberá a graça da mão federal para a reforma, sem precisar tirar um único tostão do bolso?

E pensar que, um estádio em Itaquera, poderia levar à Zona Leste, uma estrutura ímpar e fazer um novo polo de negócios para a região, que será atendida pelo Rodoanel, que poderia ter a Radial Leste mais do que duplicada, bem como alimentar uma das regiões mais carentes de transporte e estrutura do estado. E não estou falando de Corinthians, estou falando de investir R$ 300 milhões num novo estádio, fora os R$ 5 bilhões em infraestrutura que poderiam ser melhor aproveitadas do que um aerotrem do jabuca ao morumbi.

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