4/14/2011

A política que não interessa.

cachorrograndebriga

Recentemente postei minha indgnação com o CORI por conta do resultado da última reunião que discutia alterações no estatuto.

As alterações propostas não são de exclusividade de um segmento do clube, pois participaram pessoas de oposição e situação. As idéias deveriam ser discutidas e levadas para o CD.

A maioria do CORI decidiu recomendar que o assunto não fosse discutido, deliberando apenas a antecipação da eleição e o continuísmo na eleição do Conselho Deliberativo.

Muitas questões foram levantadas e algumas perguntas foram respondidas por e-mail, comentário no blog e orkut, mas como o assunto é interessante para a vida política do clube, achei por bem publicá-las:

Um conselheiro citou em seu blog que o CORI vetou as alterações do estatuto pois o clube não poderia fazê-lo em ano eleitoral, pois ferem a Constituição Federal. Ele está correto?

Não, segundo a Constituição, os impedimentos nas alterações de estatuto em ano eleitoral, não se aplicam a entidades desportivas e associações que tem autonomia para promover qualquer alteração, desde que esta seja aprovada em assembléia geral. A decisão em assembléia é soberana.

Tem quem diga que as propostas para alterar a eleição do Conselho Deliberativo é facilitar o caminho para grupos fechados participarem do poder no clube. Que diferença faz no processo democrático uma eleição entre chapas com 200 nomes, sub-chapas com 25 nomes ou eleições individuais?

Na minha opinião, o correto e o mais democrático seria a eleição individual, porém num universo de 200 vagas, alguns candidatos concentrarão votos e é possível que um candidato que vote em si próprio acabar se elegendo. O que seria mais democrático? O sócio votar em 1, 20, 100 nomes? É preciso ver a viabilidade técnica de tal eleição e encontrar uma forma simples de formar essa bancada toda. Já pensou o tempo que levaria para um sócio votar em 20 candidatos?

Assim, dentre as opções demonstradas, a formação de sub-chapas com 25 candidados era bem interessante, pois seria uma votação tranquila tecnicamente e mais democrática que o chapão.

Sobre os grupos, se os integrantes do grupo estão em acordo com o estatuto, não será o chapão que impedirá a entrada destes no CD. Quem usa este argumento quer justificar o injustificável.

Pra que tanto estardalhaço? Isso é papinho político para manchar nomes de pessoas que fazem oposição a atual diretoria. Não tem motivo algum para revolta pois não cabe ao CORI decidir tais assuntos que serão discutidos em reunião do CD.

Não foi com esta motivação que eu citei os nomes, mas dentro da política do clube achei natural o posicionamento imutável de alguns. O que me revoltou profundamente foi o assunto não ser discutido. Lembro que as modificações foram propostas por membros de diversos grupos dentro do clube. Pessoas que gastaram tempo de suas vidas para melhorar nosso estatuto. Trabalho este que foi ignorado. Afinal de contas, a função do CORI não é a de debater, discutir e orientar? Ser uma espécie de filtro para o Conselho Diretivo? Ora, se nem este papel o CORI cumpre, pra que ele existe então? Eu me revoltei por isso, mas se para alguns isso é política… paciência.

Pergunte ao Alexandre Husni, ao Guilherme Strenger e ao Ademir Benedito, pessoas da comissão que apoiaram o Paulo Garcia, o que eles acharam da decisão do CORI? Nem vou entrar no mérito do assunto ser levado ao CD, acho que quem conheçe o clube, acompanha a parte política, sabe bem como funciona.

Não é momento de se discutir sócio-eleitor e algumas modificações só beneficiam aos grupos, não?

Eu realmente não entendi esse tipo de colocação, afinal de contas de onde esta pessoa imagina que permitir a votação de um sócio de 16 anos, ajudará grupo A ou B? Que compor uma nova modalidade de sócio-eleitor, que segundo a proposta necessitaria de de 3 a 5 anos de contribuição, possivelmente só poderia votar a partir de 2017? Lembro também que quem vota é o titular, então argumentar que filhos dos atuais conselheiros que tenham por volta de 11 anos seriam beneficiados é outra besteira. Como falei, justificativas sem fundamento.

O momento é mais do que oportuno para decidir uma nova modalidade de sócio. Alias, não me importaria em seguir a antiga proposta de Roque Citadini em dividir o social do futebol, quem sabe assim o social possa colocar no poder um conselho adequado e um presidente que possa cuidar do social. E então podemos até transformar o clube em empresa, com metas e pessoas para gerir o futebol adequadamente, mas já estou sonhando demais.

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