4/15/2011

Quer ser $ócio?

QUER-SER-SOCIO

O assunto é controverso, mas é a proposta mais ousada da Revisão Estatutária recentemente vetada pelo CORI (e que será discutida futuramente no CD): A criação do Associado Eleitor.

Trata-se de uma nova modalidade de sócio, com direito único e exclusivo, de votar para Presidente do clube, respeitados, evidentemente, os mesmos requisitos das demais associações: 03 anos de associado e estar em dia com as mensalidades.

Sem qualquer outro direito, tal modalidade não teria acesso às dependências do clube; não se aproveitará do social; não votará para formação do CD; jamais poderá ser candidato a qualquer cargo; enfim, repetindo, direito exclusivo de votar para Presidente.

Atualmente qualquer um (existem regras bem simples) pode ser sócio do Corinthians. O título individual custa R$ 800 ou 12X de R$ 82,50 com manutenção mensal de R$ 80,00 e o título familiar R$ 1.100 ou 12X 112,50 com manutenção mensal de R$ 110.

A mensalidade desta nova modalidade de sócio seria reduzida, sugestionou-se 1/3 da mensalidade do associado normal, ou seja, estamos falando de um título de R$ 300 com mensais de R$ 30. Onde, por orientação do comitê, uma parcela não menor que 10%, seria obrigatóriamente revertida para o Social.

O objetivo da proposta é o de consolidar a República Popular do Corinthians, permitindo a participação de torcedores que não usam o social do clube, pessoas que residem longe do PSJ em outras cidades ou estados e até pessoas que não tinham interesse em se associar.

Estamos falando de um incremento da receita do clube, que bem trabalhado poderá facilmente se tornar uma alternativa rentável pois, vamos considerar as metas abaixo (apenas com as mensalidades):

  • 1.000 sócios-eleitores - R$ 360 mil/ano
    No mínimo R$ 36 mil para o social.
  • 5.000 sócios-eleitores - R$ 1,8 milhões/ano
    No mínimo R$ 180 mil para o social.
  • 10.000 sócios-eleitores - R$ 3,6 milhões/ano
    No mínimo R$ 360 mil para o social.

Obviamente estamos falando de um universo de quase 26 milhões de torcedores. Destes, se apenas 0,01% se tornarem sócios, já teríamos 2.600 novos associados.

Na minha opinião pessoal – considerem apenas uma sugestão, não uma opção do comitê - sou a favor da nova modalidade, porém faço a ressalva que deveria existir algo similar ao Fiel Torcedor. Acredito que com isso o sucesso desta nova modalidade seria maior. Penso no torcedor da Bahia, por exemplo, podendo encomendar seu ingresso tal qual o Fiel Torcedor.

Uma proposta controversa como esta tem diversos argumentos contrários:

O Clube seria “entregue” à torcida!

Não vejo como algo ruim, afinal os atuais sócios do clube não são em sua maioria torcedores corintianos? Temos uma torcida presente, fiel e devemos permitir que opinem sobre os destinos do clube, não?

O Social seria abandonado!

Pelo contrário, com parte da receita destinada ao Social, haveria um crescimento. Na prática, os valores poderiam ser destinados para a cobertura de quadras, ampliação do estacionamento, reforma das piscinas, etc.

O sócio patrimonial migraria para o sócio eleitor!

Dificilmente alguém que já seja sócio do clube, abriria mão de ficar sem votar em 1 pleito por conta de migrar para a nova modalidade. Ainda assim, quantos estariam dispostos para tal situação? Particularmente não conheço ninguém que faria isso.

Alguém com poder econômico poderia manipular as eleições!

Vejamos, na última eleição cerca de pouco mais de 3 mil sócios votaram para presidente, então supondo que nenhuma pessoa faça o sócio-eleitor e um milionário aventureiro decida investir no futuro presidente comprando os votos de 3.000 sócios.

Desembolsaria de cara R$ 4,14 milhões (R$ 900 milhões dos títulos e mais R$ 1,08 milhões anuais por 3 anos). Um valor relativamente baixo para Kia Joorabchian, por exemplo. Porém, digamos que nesta nova modalidade entrem mais 5.000 sócios, o investimento subiria para R$ 10,14 milhões.

Lembro que para ser presidente, é necessário ser conselheiro por duas vezes, ou seja, precisará de dois pleitos seguidos com votos dos sócios comuns para ser eleito ao conselho. Só depois disso, executar o plano de manipular as eleições.

Resumindo, possível é, mas se torna cada vez mais improvável que aconteça se tivermos um numero maior de sócios-eleitores.

Torcedores de outras agremiações podem escolher nosso Presidente

Acho pouco provável que algum palmeirense queira gastar este montante, dando dinheiro ao adversário, apenas para sacanear as eleições no Corinthians!

Um candidato mais conhecido, sem vivência no clube, seria eleito.

Possível é, mas vamos novamente considerar que o conselho diretivo é formado pelos associados, o sócio-torcedor não vota. O presidente precisa passar por este caminho, portanto deverá ter no mínimo, um conhecimento do clube… a não ser que seja eleito duas vezes pelo chapão!

Eu respeito a opinião de todos, mas acho que os argumentos que vem contra são – em sua maioria - superficiais. Como citei anteriormente, eu sou a favor, porém acho que oferecer exclusivamente o poder de voto, muito pouco como justificativa de venda. Acredito ser possível atrelar um Fiel Torcedor nisso, parcial ou total, similar ao que o Internacional fez. Eu acho uma alternativa válida, passível de uma discussão mais profunda.

Obviamente que concentrei o texto apenas no sócio-eleitor, mostrando o que considero vantagem e os argumentos que o comitê encontrou como contra. Assim, da forma que foi apresentado, eu faria ressalvas e como citei incluiria outros benefícios, mas sou completamente a favor.

E aí? Qual o seu argumento? Comente…

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