7/13/2010

Estádio paulista viável para Copa de 14?

Apesar da notícia da Gazeta Esportiva sobre o assunto, a reunião desta semana não é uma definição, mas a apresentação de uma alternativa viável e dentro da realidade do clube.

Alerto aos mais otimistas que o Corinthians não é candidato a ter seu estádio como abertura da Copa de 14, um dos motivos é a obrigatoriedade da FIFA do estádio ter mais de 60 mil lugares.

Segundo análise da Crowe Horwath RCS, um estádio com o custo de R$ 500 milhões e aproximadamente 50 mil lugares, deve gerar fluxo já no primeiro ano de operação de no mínimo R$ 10 milhões, sendo o ideal entre R$ 18 e 25 milhões por um período de 15 a 20 anos.

O assunto é complicado de discutir em curtas linhas, mas é preciso pensar que teríamos 30 jogos por ano e obrigatóriamente gerar uma receita próxima de R$ 1 milhão por partida.

Assim, a opção do clube seria um projeto mais modesto e dentro da realidade atual, que na cabeça de Rosenberg é manter a faixa elitizada dos ingressos alvinegros num estádio com possibilidade de receber tal público, por isso a insistência ao Pacaembú.

A distância para Itaquera força o projeto ter no máximo 40 mil lugares, já em Pirituba, Guarulhos ou Vila Maria poderia chegar aos 50 mil lugares. Conseguem perceber a distância entre a abertura da Copa e o estádio do Corinthians?

Agora pensemos na Copa de 14 com a abertura em São Paulo, obrigando o comitê organizador a ter um estádio para 60 mil pessoas. Tal estádio deverá ter fluxo de R$ 25 a 30 milhões ano, pelos próximos 20 anos, mas sem um clube (ou clubes) para mantê-lo, seria um elefante branco.

A Prefeitura sabe disso e por isso queria ceder o Pacaembú ao Corinthians – dentro de restrições absurdas – ao mesmo tempo que o estádio é economicamente mais viável ao Corinthians. O Corinthians dexiando de mandar seus jogos no Pacaembú, obrigaria a Prefeitura amargar prejuízo, ainda que tenha jogos do Santos e 2 ou 3 shows anuais.

Entendem quando o estado força a opção pelo Morumbi? Não é os R$ 6 bilhões de PAC Copa em jogo, mas a sangria que um novo estádio irá gerar.

O Corinthians sabe disso, o Estado sabe disso, a Prefeitura sabe disso, a União sabe disso, o Comitê Organizador sabe disso e a torcida parece desconhecer pois não tem quem fale de maneira clara e objetiva.

Envolve dinheiro, envolve patrocínio, envolve futuro… o problema não é construir o estádio, nem doá-lo ao Corinthians, tão pouco mantê-lo com parceria entre Timão e Santos mandando jogos na nova arena, mas equalizar tudo isso com a aceitação de todas as partes envolvidas.

Motivo este que força os envolvidos a serem enigmáticos, enquanto nos bastidores movimentam seus esforços para concretizar tudo em 3 anos.

Esta quinta conheceremos a proposta que Andrés tanto esconde, se falar mais pode até mesmo revelar futuros patrocinadores, pois a costura que o SPFC queria para o Morumbi, o Corinthians poderá ter com o Name Rights de seu estádio alinhada à uma parceria com o patrocinio da camisa por longos anos. Seria este o ‘zap’ na manga do clube para o centenário? Difícil dizer.

Fato que é não esperemos definições, tão pouco um martelo batido, mas o início de uma discussão que pode decretar o fim das especulações sobre o antigo sonho do Corinthians e a vontade de São Paulo abrir a Copa de 14.

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