6/17/2011

Estádio: Andrés visita obra

TRATORESAndrés visita Itaquera e promete assinar contrato com construtora até o final do mês

O presida compareceu nesta quinta nas obras do terreno de Itaquera, local da construção do futuro estádio do Corinthians e possível palco de abertura da Copa de 14.

Muito além do fato de supervisionar a terraplanagem, o ato foi uma atitude de acalmar a opinião de torcedores que pediam uma atitude da diretoria frente as constantes informações negativas sobre dutos, contratos, incentivos e empréstimos.

A questão dos dutos e o veto do MP para o início da remoção foram os assuntos da semana.

Para entender melhor a questão, lembramos que a área com cerca de 197 mil m² do terreno de Itaquera, foi concedida pelo Governo do Estado ao Corinthians em 9 de setembro de 1988, através da Lei 10.622, pelo prazo de 90 anos.

Os dutos da Petrobrás Osvat 22 foram instalados no final da década de 70 pela Transpetro numa área pública que era utilizado como depósito de entulho da Sabesp.

Com topografia complicada, num local de difícil acesso com montanhas, vales e um abismo, o clube chegou a promover diversas terraplanagens e a canalização de aproximadamente 700 metros de um riacho existente no local.

Alvo da CPI das áreas públicas em 2001, o relatório final determinava a retomada do terreno ao poder público. A concessão não foi cassada pois algumas ações da Prefeitura foram derrubadas e recentemente o acerto foi acordado em troca de melhorias para a região de Itaquera.

Resumindo: o Corinthians batalhou pra ganhar e manter um terreno, mas para construir seu estádio terá que gastar mais do que ele vale para desviar os dutos.

O MP deseja que alguém, no caso a construtora que fará a obra, absorva os custos dessa mudança. Assim, os valores serão incorporados no valor do estádio e a conta será paga pelo Corinthians.

Atualmente a terraplanagem conta com 115 operários e 60 máquinas e caminhões. A movimentação de terra deve continuar por mais dois meses.

Outra obra que tem onerado no valor do orçamento é a canalização de uma galeria de águas pluviais, que deveria ser executado pela Prefeitura, mas deverá ser feito pela construtora, pois é necessário para a primeira parte da obra que é a fundação. Se o processo fosse feito pela Prefeitura, adiaria ainda mais o início das obras, por conta de projetos, licitação, etc., estourando o prazo para a entrega do estádio até a Copa.

O Corinthians tem até 12 de Julho para apresentar à Fifa e ao Comitê da Copa as garantias necessárias para a obra, ou seja, o contrato assinado com o projeto pronto.

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