6/06/2011

Despedida.

Ontem, o sérvio Dejan Petkovic se despediu do futebol.

Optou por uma partida normal, do Campeonato Brasileiro, jogando para a torcida do clube que defendeu, contra o Corinthians.

Pois bem, o Corinthians! Não foi o Vasco, nem o Botafogo e tão pouco o Fluminense. Não preciso me aprofundar pelas razões mais do que óbvias.

Foram 45 minutos de um razoável futebol, com a torcida e o clube fazendo suas homenagens. Tudo muito bonito e com justiça.

Liédson teve sua partida de despedida do Sporting, algo que demonstra o respeito e carinho por quem defende um clube com comprometimento e até mesmo um pouco de amor.

Faltou isso para Ronaldo Fenômeno, que fará seu último jogo pela Seleção Brasileira, nesta terça no Pacaembu. Jogará pela seleção, mas sua despedida no Corinthians AINDA foi naquela fatídica partida contra o Avaí de arapiraca da Colômbia. Dizem que ele ainda o fará, mas em partidas oficiais? eu duvido!

No Corinthians, não temos cultura de exaltar jogadores, afinal no Corinthians é AQUI É CORINTHIANS! Não se canta nome de jogador, não se assiste o jogo sentado, não se grita gol antes…

Fora que temos um histórico desanimador de jogadores que insistem em misturar a diretoria com a torcida, desdenhando o local que um dia chamaram de lar. Quem homenagearia o Felipe sabendo que tempos depois cairia na vala comum ao desvalorizar o ex-clube? Tá aí o Ganso como prova viva, afinal nem saiu, tão pouco assinou com o Corinthians e já é tratado como mercenário pela torcida santista.

Sinto falta dessa relação de amor incondicional, de segunda pele, de clube diferenciado, de torcida enormemente encantadora e fiel. De declarações como a de Ronaldo falando da torcida ao SporTV, de jogadores como o goleiro Rubinho do Torino mostrando mais do que respeito ao ex-clube.

Tive a honra de ver Sócrates, Neto, Marcelinho, Tevez e Ronaldo no Corinthians. Assisti o pequeno polegar jogar 5 minutos antes da estréia do Edmundo e Casagrande marcando contra num Pacaembú gritando sua volta, momentos mágicos guardados na memória.

Quem sabe seja melhor assim, sem despedidas, sem o tal “último jogo”, que venha de surpresa, que aconteça derrepente… são os tempos modernos que não permitem um jogador ficar mais do que duas temporadas no elenco.

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