8/04/2010

A coletiva do goleiro Felipe

O goleiro Felipe concedeu coletiva para falar de sua situação no clube e mostrou insatisfação com o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, dizendo-se perseguido e que teria algo pessoal contra ele.

Tudo começou, segundo ele especula, quando de sua primeira renovação em 2007, antes da partida contra o Grêmio que rebaixou o clube, que havia feito acordo independentemente do resultado e que depois disso tudo ficou conturbado.

Segundo o arqueiro, a direção do Corinthians teria solicitado ao atleta que assumisse o ônus de sua saída, que o clube diria que teria feito de tudo para segurar o atleta e por isso Felipe deixou a concentração.

Comparou-se aos grandes goleiros que fizeram história em outros clubes dizendo que queria ficar, que Mano Menezes teria sido o único a querer sua permanência e que este afastamento pode ter lhe prejudicado na 1ª convocação para a seleção.

O arqueiro culpou o clube pela demora na transação com o Genoa pelas pendencias existentes na época, que esta demora de 3 dias para regularizá-las foram suficientes para sacramentar o desacordo, já que a legislação italiana tinha mudado com relação à atletas extracomunitários.

Felipe afirma ter apresentado outra proposta, desta vez com o Braga, mas o presidente teria ‘melado’, sem dar maiores detalhes de como isso aconteceu. “Eu não sei o que fiz de tão grave para essas pessoas”, desabafa.

Após a frustrada negociação com o Genoa e a inviabilidade de transferência para o futebol português, Felipe teria ouvido de Sanchez:  “por mim, que vá jogar no Nacional com o Vampeta!”.

Felipe se mostra indignado por ter de treinar em separado, já que precisa de treinamento específico que vai além de academia e reforço muscular.

A coletiva foi encerrada com a frase “Eu tenho que cumprir meus horários” dizendo-se ainda funcionário do clube. Felipe ainda poderá ser advertido por conceder entrevista sem usar o uniforme ou o backdrop dos patrocinadores do clube.

Para este blogueiro, Felipe demorou demais para dizer o que disse em sua coletiva. Sua situação no clube vai muito além de uma briga com o presidente, voltando a afirmar que ele foi muito mal assessorado por seus empresários. O goleiro defendeu-se dizendo que respeita a instituição e a torcida, mas revendo suas ações, teve inúmeras oportunidades de desmascarar tudo e preferiu seguir em silêncio ou tomando atitudes que hoje, ainda com uma coletiva pra por os pingos nos i´s, ainda soa como uma grande mentira, ainda que esteja certo e falando a verdade.

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