3/18/2010

Morumbi dá barrigada providencial à Fifa

Logomn160x130 Comissários da Fifa fizeram na manhã da última terça feira (16), uma vistoria no estádio do Morumbi afim de saber a quantas caminham as reformas, verificar as alternativas propostas para os itens preocupantes e sairam de lá com um projeto virtual da GMP e mais duas propostas alternativas.

No projeto, três propostas distintas de rebaixar o gramado, ampliando as arquibancadas dos anéis intermediários para aumentar a capacidade do estádio e fechar os pontos cegos foi vista com bons olhos pelos comissários e será levado à Fifa.

Outra preocupação dos comissários era a comprovação dos recursos necessários para tais obras. Foi apresentada verba pré-aprovada do BNDES de R$ 150 milhões – que ainda não foi efetivamente aprovada – e mais R$ 250 milhões bancadas pela Prefeitura.

O acesso ao estádio e os entornos, por se tratar de área pública, será agraciada pelo prefeito Gilberto Kassab para que a cidade não perca o jogo inaugural e até uma quarta ou semi-final.

Além do entorno, dos acessos, a Prefeitura BANCARÁ as obras do rebaixamento do gramado com a construção de vários piscinões, para reduzir o problema de enchentes na região do estádio, canalizando o córrego que passa abaixo do campo.

Reforma do entorno, das rampas de acesso, das avenidas e ruas próximas, criação de 3 bolsões de estacionamento, canalização e criação do psicinão abaixo do estádio, rebaixamento do gramado, linha de monotrilho ligando Jabaquara e Aeroporto até a porta do estádio e empréstimo do BNDES, fora outros detalhes do caderno da Fifa.

Investimentos que poderiam facilmente ser aplicados em outras zonas carentes, como a Zona Leste, um estádio em Itaquera transformaria a região, a duplicação da Radial seria mais barata que o piscinão e as obras do entorno, bem como a linha ouro, que atenderá bem as empregadas e diaristas dos endinheirados da Vila Sônia.

Que tal Barueri? Que necessitaria de um forte investimento na canalização de córregos e na pavimentação de ruas e recapeamento de avenidas, também uma região recheada de possibilidades. Numa atitude mais radical ainda, a reconstrução do Canindé ou do Pacaembú, destombando-o para ser amplamente modernizado.

O que me preocupa é a falta de visão e o uso da máquina pública apenas para abrigar uma abertura, a qualquer custo, ainda que tal custo fosse investido para ajudar muitos e não ajudar um só.

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