8/23/2011

Relevando o passado.

Não foram poucas as vezes que já ouvi dizer que fulano ou ciclano torcem para A ou B, muitas vezes jogando – e fazendo sucesso – justamente no time adversário.

Dizem que Pelé, o corinthiano, tentou e foi vetado nas peneiras do PSJ, para despontar como melhor do mundo no Santos. Dizem que Rivelino era Palmeirense, que Sócrates é Santista, Ronaldinho Gaúcho é Gremista, Ronaldo Fenômeno é Flamenguista e que Robinho e o Goleiro Marcos são Corinthianos!

E daí? Tirando a chacota tradicional entre torcedores e o fato destes atletas despontarem no adversário, o que fazer se o time de coração não os aceitou ou não os deu o devido valor?

Conheço um garoto da base alvinegra que é Palmeirense, de uma família repleta de Palmeirenses tradicionais, mas após uma dúzia de peneiras no Palestra só foi aceito no Corinthians. Jogará a Copa SP e posso afirmar que a paixão clubistica do moleque e da família foi deixada de lado. Pense num pai Palmeirense vestindo a camisa do Corinthians gritando para o filho “Vai Corinthians!”? É o destino.

Um exemplo entre muitos, pois tenho certeza que temos milhares de “torcedores” que não terão a mesma sorte de Dinei de sair da arquibancada para defender o time de coração e levantar uma taça de campeão.

Se o Kleber Gladiador era dos Gaviões, era. Se violou o código de conduta da torcida, deverá ser expulso sim, porém até o momento não vi – tão pouco soube – de nada que desabone o jogador, a não ser pela única e exclusiva questão de jogar no time arquirival.

Resumindo, toda essa discussão, as vésperas do clássico, apenas acendem a chama da rivalidade e espero, de coração, que o Palmeiras venha com o sangue nos olhos, pronto para renascer, jogando como time grande, pra frente, com vontade, pois somente assim uma vitória será bem saboreada. Os torcedores de ambos os times merecem um clássico a altura de suas tradições, não essa porcaria sonolenta que aconteceu no último domingo.

Postar um comentário