12/24/2012

E se fosse a camisa do Divino FC?

Carlitos Tevez foi multado por usar um agasalho do Manchester United quando foi dar uma entrevista coletiva no Corinthians. Foi multado em 20% de seu salário pelo “desrespeito”.

Emerson Sheik foi repreendido e dispensado do Fluminense após cantar uma música alusiva ao rival Flamengo no ônibus da delegação.

Vagner Love foi massacrado ao posar ao lado de uma camisa do Corinthians em seu nome, quando quase se transferiu para o clube na era MSI. E nem chegou a usá-la.

Todos exemplos da intolerância que a rivalidade do futebol proporciona irracionalmente.

O episódio da vez é a de Jorge Henrique usar uma camisa do São Paulo – com o símbolo tapado com fita isolante - em um jogo beneficente promovido pelo Denilson em Lagoa Seca no Pernambuco, onde Judas perdeu as botas.

Recebeu críticas e ofensas via Twitter e rebateu: “Quero dizer para alguns corintianos que acabamos de ser campeões do mundo, e vocês estão preocupados com um pano. Se eu não respeitasse a camisa do Corinthians, não teria preservado o escudo do São Paulo. E tem mais: honrar a camisa do Corinthians é dentro de campo, dando carrinho, brigando e lutando pelo Timão, como sempre fiz. Não foi à toa que conquistei de títulos estaduais ao Mundial com esta camisa”.

E na boa, o Jorge Henrique tem razão. Era um jogo beneficente e não vejo desrespeito. Não me senti ofendido como torcedor do Corinthians e até com os rivais que conheço, a história virou símbolo de tiração de sarro, pois qual Sãopaulino não queria um Jorge Henrique jogando no Morumbi?

Obviamente que tudo isso poderia ser evitado e todo aquele discurso que torcedor adora vomitar sobre “honrar a camisa”, tirando conclusões em cima de uma foto. Me desculpem, mas isso é chato e semeia ainda mais as brigas entre torcidas.

Rivalidade está dentro do estádio, em campo e na arquibancada. Fora dela temos casais, amigos, parentes, pessoas de times dististintos que compartilham o mesmo planeta.

Pelo bem de nossa espécie, precisamos saber respeitar o próximo. Não usar argumentos irracionais e segregar pessoas pela cor de sua camisa como árabes e israelenses fazem há séculos.

E no próximo duelo, pode ter certeza que o Jorge Henrique vai jogar sem tirar o pé, mas que seja sem expulsão! Se é para criticar, vamos criticar DENTRO de campo, não fora dele!

Postar um comentário