8/15/2008

De graça? Até estádio na cabeça!

Oscar Maroni Filho é um bem-sucedido empresário do erotismo do Brasil, cujo os negócios rendem em torno de R$ 30 milhões ao ano, seu negócio mais badalado é o clube privê Bahamas, um misto de boate, motel, restaurante e sauna onde circulam garotas seminuas em busca de um programinha.
 
Recebo uma proposta de Oscar Maroni Filho, onde ele vai construir minha futura residência em um de seus terrenos, me mostrou inclusive toda a arquitetura, como será a fachada, os cômodos e detalhes da obra. Não terei que desembolsar um único tostão para ter minha casa, nem agora e nem pelos próximos 10 anos, apenas terei de cumprir a determinação de não me mudar ou alugar a casa, além de ceder o salão de festas com piscina eventualmente para algumas festinhas com convidados dele, mas que não vão interferir com a rotina da casa, apenas utilizarão um espaço comum. Um outro detalhe é que todo mundo saberá que aquela residência é minha e que foi ele que me deu. 
 
É uma proposta tentadora, fico de pensar um pouco, pois isso mudaria totalmente a minha vida, pois meus amigos em sua maioria são do ABC, eu estaria em Moema, minha família ficaria longe de mim, meu trabalho fora de mão, por isso acabo fazendo uma pequena exigência, quero um carro com gasolina durante o período de 10 anos, sem custos, afinal seria o mínimo que Maroni poderia fazer para amenizar tais "problemas".
 
A história que tem requinte beirando a insensatez, poderia ser recusada por um evangélico. Veja, um evangélico teria restrições ao fato que aquele presente viria de uma pessoa cujo os rendimentos são frutos do pecado (estou levando a conversa para a questão filosófica da coisa, sem acusar ou criticar nenhuma das partes), que não seria uma ovelha trabalhadora e temerosa ao todo poderoso, que tal presente seria uma tentação do capeta, algo que seria amplamente rejeitado. Quem sabe se eu fosse prefeito, juiz, delegado ou qualquer outro cargo de confiança no poder, poderia ser acusado de facilitar a vida dele em processos, julgamentos, prisões, etc. Existe toda uma gama de possibilidades para condenar o ato.
 
Seria correto aceitar o presente? Será que questionar o fato de ter tal possibilidade e gratuitamente eu seria condenado pelos meus amigos e familiares? A sociedade estaria pronta para entender que eu aceitaria pois não tenho qualquer coisa contra a pessoa de Oscar Maroni Filho e não vejo qualquer problema se ele é louco de me dar uma mega-casa totalmente de graça! Pensemos, só seria contra quem é contra Oscar Maroni Filho, ou contra mim, ou simplesmente não ganhou nada de ninguém no negócio.
 
Agora amigos, troquem Oscar Maroni Filho pelo consórcio Egesa e a minha pessoa pelo Corinthians. Caiu a ficha?
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