6/08/2010

Goela abaixo

O conselheiro, jornalista, publicitário e três vezes vice presidente do Corinthians, Edgar Soares tem trabalhado arduamente nos bastidores para sacramentar o que considera a cereja do bolo alvinegro e a melhor e mais concreta proposta para a construção do estádio do Corinthians de todos os tempos.

Por trás da proposta, os Bancos Bradesco e Banif unidos à construtora Hochtief e auditado pela Price Water House Cooper aparecem para erguer uma arena 2 km próximo do Parque São Jorge.

Reuniões e conversas pessoais com outros conselheiros e diretores ocorrem tal qual uma boca de urna, mas a apresentação da proposta feita por caminhos tortos ao conselho, causou a discussão entre frentes distintas dentro do clube, porém o objetivo não era a apresentação do projeto.

Ocorre que o Corinthians possui outras propostas, não tem pressa para definir algo que poderá cair no colo. A Copa do Mundo no Brasil poderá ajudar, já que o Morumbi está muito próximo de ficar apenas com jogos do segundo escalão, fazendo com que a abertura da Copa ocorra fora de São Paulo.

Interesses políticos estão próximos de uma definição. Se a abertura for realmente sacramentada em São Paulo, o fato do Morumbi estar de fora obrigará a construção de um novo estádio e o Corinthians aguarda pacientemente, já que um novo estádio público poderá ser abandonado se não tiver um clube para gerí-lo.

A matemática é simples, acelera-se o processo da proposta, força a diretoria a apresentar os outros projetos e exige-se transparência para que todos eles sejam postos à mesa, inclusive a benção governamental de uma nova arena cujo beneficiário seja o Timão.

Particularmente acho muito, mas muito difícil que a proposta pelos caminhos normais seja aprovada ainda este ano. Ressalto que somente uma definição extra-Corinthians pode sacramentar o estádio para este ano, ou seja, a partir do momento que exista a necessidade de uma nova arena em São Paulo, que esta será cedida ao Corinthians, os parceiros querem estar na frente ou com pré contratos já sacramentados.

Ninguém é bobo nessa história, não dá pra engolir uma proposta de estádio sem esquecer do passado e sem raciocinar para o futuro. É louvável esse forçar a barra, mas o desespero parece algo mais próximo de uma questão pessoal do que uma questão de bem para o clube. Bom, pode ser só impressão.

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