10/23/2009

Objetivo atingido, missão cumprida?

Inegável o salto de marketing que o Corinthians deu com a atual administração, porém o avanço pode ser questionável em virtude da sede por cifras e a busca por recursos para sustentabilidade do futebol e consequentemente do clube como um todo, será que vale tudo?

A Nike comemora os números das vendas dos produtos oficiais, bem como as parceiras de vestuários de segunda linha e franqueados que utilizam o escudo do clube em seus produtos, tudo pelo fanatismo do torcedor alvinegro: Energético, Coqueteleira, MP3, Videogame, Notebook, Kit para Poker, entre muitas outras coisas.

Empresas entram em contato com o Corinthians para firmar parcerias de seus produtos, levando a marca e as cores. Basta uma breve visita em uma das lojas Poderoso Timão para constatar tamanha bárbare de produtos licenciados. Acredite já sugeriram até uma linha de produtos alimentícios com a marca Corinthians, como já acontece com o Extra e o Carrefour.

Ano passado uma operadora celular iniciou uma conversação sobre um produto voltado para o torcedor, celulares temáticos com imagens, jogos e hino do clube, mas na época o Corinthians negociava com uma outra operadora de menor porte e a idéia foi enterrada. Hoje a parceria com a Warner vende tais conteúdos separadamente.

Roxo aqui, Liberadores alí, produtos diversos, camisa loteada feito abadá e finalmente falemos de ingresso. Dá MEDO pensar nisso pro ano do centenário, pois um arrocho no torcedor fará com que a competição que estamos valorizado demasiadamente se torne obrigação.

Já sabemos que o “menor valor” ficará na casa dos R$ 50. E não adianta pensar em meia-entrada para estudantes, pois tenho absoluta certeza que a carga total de ingressos para este setor, serão adquiridas pelo FIEL TORCEDOR, ou seja, se o TO ou aquele que adora a Arquibancada Amarela, prepare-se para uma verdadeira maratona financeira.

Imagino que outros setores acabem por preços entre R$ 80 e R$ 120 na Especial Laranja, R$ 200 a 300 na Descoberta e R$ 500 na VIP, com direito a banheiro quimico com fila no intervalo, onde a arrecadação deverá bater R$ 2 a 3 milhões, com 2/3 livres pro Timão.

Fico imaginando o ingresso na mão do cambista e o torcedor ainda mais revoltado com o mesmo tratamento de sempre, mas com preço de espetáculo de Michael Jackson, Madonna e U2 juntos.

Por isso não me impressiona Rosenberg preferir o Pacaembú a construir uma nova arena em Itaquera, algo que inclusive já está nas mãos de Sanchez e estranhamente vem sendo postergado, tão pouco o fato de Rosenberg sugerir outros estádios, falar de Riquelme, fazer a velha tempestade em copo com água, sob aquele olhar certeiro de quem fez o Ronaldo aceitar jogar no Corinthians. O ZAP da atual diretoria.

Um bando de loucos ou oportunistas? Será que estamos diante de uma transparência assistida ou sob o obscuro mundo das comissões por fora? É tanta dúvida entre poucas certezas, mas o fato é que estamos no centenário e o torcedor já começou a perceber o tamanho do Iceberg apenas pela ponta que está fora da água e fazemos coro para evitar que o Timão seja o Titanic ou Posseidon da vez.

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