3/28/2013

Liberdade para o nosso patrocínio!

O sigiloso contrato do Corinthians com a Caixa foi divulgado.

Frente à ação popular que conseguiu suspender o pagamento do patrocínio, o Corinthians tem 3 opções:

  1. Aguardar a decisão judicial. 
    O Corinthians continua exibindo o patrocínio a camisa e aguardaria até setembro (prazo limite para renovação do contrato), sem receber R$ 2,5 milhões mensais até o final da temporada, ou seja, pelos próximos 9 meses, num total de R$ 22,5 milhões.
  2. Rescisão do contrato.
    O Corinthians pode rescindir o contrato, mas teria de devolver os valores recebidos (R$ 1 milhão em 2012 e R$ 5 milhões em 2013).
  3. Usar a criatividade.
    O contrato máster foi suspenso, mas nada impede da Caixa fazer acordos pontuais, outras formas e relacionamentos comerciais, dentro de um acordo entre as partes interessadas.

Em certa oportunidade, uma multinacional queria contratar a prestação de serviços da empresa na qual trabalho (acima de 10 salários mínimos), porém por regra da multinacional, a empresa teria de participar de uma licitação, que poderia levar até 5 meses para ser concluída.

A solução que achamos foi a de usar várias vezes o limite operacional fora da licitação (abaixo de 1 salário mínimo), ou seja, burlamos a regra e conseguimos resolver o assunto.

A Caixa poderá fazer o mesmo com o Corinthians. O acordo pode ser modificado, como por exemplo, vender o espaço da camisa para um produto específico. Usar os jogadores como garotos propagandas e remunerar o clube em percentuais compatíveis. Pulverizar o contrato e evitar novos incidentes jurídicos.

Internamente, o contrato seria cancelado, mas continuaria em vigor. Fora que nada impede a própria Caixa ter os direitos do Naming Rights da Arena Corinthians, algo que deverá ser muito bem costurado, afinal se um advogado gaúcho já fez esse estrago com uma ação popular, o que dirá o patrocínio de um estádio todo!

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