1/24/2011

Valeu irmão!

O restaurande de comida caríssima é o local ideal para conversar com o irmão procurador do jogador do momento. Piadinhas rendem gargalhadas, mas o “assunto sério” vira pauta e olhos brilham com as cifras.

“- Realmente é a melhor proposta que eu recebi!”, disse o tal irmão.

O creme de papaya com licor de cassis celebra mais uma vitória do marketing alvinegro, desta vez sem guardanapo. A palavra do irmão basta.

No dia seguinte, o irmão permanece incomunicável. Cadê o sujeito para assinar o contrato? Dizem estar no Rio apresentando a proposta para outro clube. Leilão? Não, o outro clube não tem como bater a proposta alvinegra! Será?

Três dias depois a notícia: o jogador fechou com outro clube… aquele sem dinheiro e falido cujo patrocinador paga sem crédito na conta para não ficar bloqueado.

“- Que merda, como isso foi acontecer?”, questionou o diretor envolvido.

Conversa aqui, discussões lá, debate acolá e descobre-se que a proposta do outro clube foi menor, porém o jogador estaria livre para sair, seja no dia seguinte, sem qualquer multa. Receberia o apoio de um patrocinador, o mesmo que bancou outro imperador, sem se quer desejar seu nome divulgado. Tudo por fora, limpo e sem imposto.

Como um jogador recusa uma proposta teoricamente irrecusável? A resposta pode não estar no jogador, mas na forma como o tal clube negocia com os “procuradores”. Não é a toa que a família do nadador que bancou seu rebento no clube, voltou atrás ao receber aquele presente de frente pro mar.

Uns são movidos pela paixão, outros apenas e tão somente pelo numerário. Treinar pra quê se eu já sei o que fazer?

E a vida segue, com o alvinegro tentando, tentando e tentando… com a fama de ser mais uma vez o cantor de churrascaria, aquele que canta para os outros comerem!

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