2/03/2014

Rolezim pré clássico

O protesto de sábado foi apenas uma amostra, pois o verdadeiro “Rolezim no CT” ocorrerá dia 15 de Fevereiro, véspera do clássico contra o Palmeiras.

Informalmente os grupos organizados fazem uma divulgação pela  “cobrança sem violência”, lamentando o ocorrido no CT, mas imputando culpa no próprio clube pelo ocorrido.

Em Nota Oficial, a principal organizada do Corinthians, os Gaviões da Fiel, falam do descontentamento com a atual administração do clube por conta do preço dos ingressos, dos planos de sócio torcedor e do distanciamento da torcida com o elenco, pois não podem acompanhar os treinamentos no CT.

Acusam a imprensa de sensacionalismo por fazer do protesto um ato condenável. Sem paciência, dizem não cobrar títulos, nem jogadas bonitas, querem apenas que o elenco de altos salários e centenas de regalias “honrem” a camisa do Corinthians.

Quem vê de fora, pode até entender que o clube vem de uma safra ruim, sem títulos ou nada com o que comemorar. E apesar de ser um script pronto, não se pode negar que a atual administração Gobbi-Sanchez conquistou em um breve espaço de tempo TUDO o que uma grande equipe poderia conquistar.

Foi Campeão da Recopa não tem 6 meses. E nos últimos 2 anos, foi Campeão Paulista, Campeão Mundial de Clubes Fifa e Campeão invicto da Libertadores. Manteve tabus, deu vida longa ao Tite, mas a soberba botou calças jeans no elenco no segundo semestre passado.

Enquanto colhia os frutos da “boa safra”, o Corinthians pós Ronaldo e campeão de tudo, acabou elitizando o que podia, desde a camisa ao ingresso, abocanhou cotas de TV, ditou regras e inaugurou o CT e deu o pontapé para o estádio. A cereja do bolo? Alexandre Pato por R$ 40,5 milhões.

O torcedor assistia anestesiado, reclamando timidamente até que tudo começou a pesar mais do que devia. O ingresso do torcedor do Corinthians era o mais caro de todos e o futebol em campo soberbo.

E foi justamente por causa da torcida que o Corinthians deixou de faturar em 2013, perdeu mandos de jogo, jogou de portões fechados e em campo o time parou de render. Acabou o tesão e o torcedor cada vez mais nervoso.

Algumas facções vão mais fundo, falam do Show da Ivete na Arena Corinthians e como o clube deixou de ser o “time do povo”. Que não se pode falar de invasão, se o Corinthians é da torcida, assim sendo, algo que deveria ser normal.

Segundo eles, não teve invasão, não existiu agressão ao Guerrero, ao Joaquim Grava ou a Copeira, nenhum pertence foi roubado, nada foi destruído. Qualquer citação da imprensa é especulação. Dizem não terem provas, não existem vídeos ou fotos, nem qualquer membro foi preso pela polícia. Tudo uma enorme invenção para denegrir quem sempre apoiou ao clube.

E dia 15 de Fevereiro, um novo encontro, um novo “protesto”, um novo “apoio” ocorrerá no CT Joaquim Grava, às vésperas do clássico. O “rolezim” está marcado. Pacífico, como foi o de sábado. Resta saber que versão será… o das facções, dos organizados ou da elite ditatorial, da diretoria unilateral e da mídia marrom?

#VaiCorinthians, não para de lutar!   

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