7/08/2014

Seleção sem marketing!

A leitura da semana mostra como nós brasileiros lidamos com o resultado das criações da mídia.

Primeiro criou-se o super craque Neymar Jr, jogador do Barcelona, futuro bola de ouro, um dos jogadores mais caros do mundo. Inegável que ele jogue bem, individualmente falando, mas coletivamente questionável.

Edificou-se o marketing, menino da Nike que faz propaganda para a Red Bull, Panasonic, Tennys Pé, Guaraná Antarctica, Santander, Claro, Lupo, Unilever, Volkswagen, Heliar, Castrol e mais uma dúzia de empresas que não vou lembrar de cabeça.

Superlotamos a TV, Jornais, Revistas, Rádios com o assunto da Copa: Neymar. Quando o programa vai para o intervalo, parece que não existe intervalo, afinal o Neymar vai aparecer de novo, de novo e de novo.

Num país carente de heróis, venderam um garoto 22 anos que tornou-se a esperança do Brasil chegar ao Hexa. Tanto que em muitos momentos, torna-se insuportável assistir a TV Globo e seu Neymarzismo.

O garoto levou um chega-pra-lá do Colombiano. Pronto, matem a Formiga, detonem o cachorro, a filha e tudo o mais, pois tocaram no menino de ouro e ele ficou fora da Copa.

Alias, adeus Copa. O Brasil sem Neymar é apenas um catado de 11 atletas questionáveis e neymardependentes. Sem Neymar, Fred é apenas um cone com lugar cativo até a porca entortar o rabo e o técnico substituí-lo por alguém mais presente.

ACORDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Se um bom jogador – e não estou afirmando que Neymar o seja – fizesse a diferença, Cristiano Ronaldo teria levado Portugal nas costas e Messi seria o nome da Copa.

O que temos é uma Costa Rica que termina um mundial invicta. Um artilheiro da Colombia e um maldito futebol nivelado de mediocridade.

Sim, mediocridade. Pois nenhuma seleção está jogando bem. O Brasil tem uma zaga interessante. A Alemanha um ótimo goleiro. A Argentina tem um meio campo com lampejos de criatividade e a Holanda um segundo atacante esforçado.

Pode ser culpa do tempo de um elenco estrelado se adaptar aos outros companheiros, afinal muitos não jogam no mesmo clube e tem contato apenas em amistosos e é complicado fazer com que um atleta de clube renda o mesmo na seleção sem uma adaptação compatível.

Ronaldo no Corinthians teve seus momentos fenomenais, mas ele nunca jogou sozinho. Neto levou o time nas costas em 1990 e apesar disso, não jogava sozinho. Rivelino era tão bom quanto Pelé e não dava pra jogar sozinho, tanto que foi condenado por não fazê-lo.

A seleção sem Neymar continua sendo a seleção. Sem Neymar parte da população que tolerava o Fred, passa a questioná-lo. Agora é tarde. E se chegarmos a final, teremos o pior atacante da história das copas. Atacante vive de gol e até agora, só tem saído gol do meio para trás.

Eu acredito na seleção, ainda mais no garoto William – do Corinthians – no Jô – do Corinthians - no Paulinho – do Corinthians – e nesse David Luiz – que torce pro Corinthians. Então eu digo: VAI CORINTHIANS!

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