3/31/2011

Bando de loukinhos: Bem vindo Imperador!

O Bando de Loukinhos, cartoon oficial do Timão, acaba de ganhar um novo personagem: é o atacante Adriano, reforço apresentado pelo Corinthians na tarde desta quinta-feira (31). Na animação, Adriano, que assinou contrato com o Alvinegro até junho de 2012, aparece sendo recebido na República Popular do Corinthians pelos três personagens principais do desenho, as crianças Bella, Jorginho e Neko.

Uma orientação, por favor!

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Tenho recebido alguns questionamentos sobre a reunião do CORI que engessou o trabalho da Comissão de Reforma do Estatuto do Corinthians. Quando publiquei o resultado da reunião, me revoltou o fato do CORI ter vetado praticamente todas as sugestões, sem debate ou discussão.

Para outros, a situação não é preocupante, pois a decisão do CORI não é definitiva e o CD pode levar as questões para debate e posterior assembléia. Porém existe uma tendência do presidente do CD Carlos Senger em seguir as orientações do CORI. Posso ter uma visão pessimista por conta da visão política, mas espero – e aguardarei - que reine o bom senso.

Percebi que ao citar o nome de Valdemar Pires como pai da proposta de continuidade do Chapão, que teve o aval e voto de outros como Rubão, Marlene Matheus e Miriam Athiê, fui incluído na lista de blogueiros que usam qualquer pêlo em ovo para acusar as pessoas que compõem as chapas de oposição. Aí virei situação, mas meu texto é politizado, não político.

E o chapão é democrático? A atual diretoria e até alguns opositores entendem que não. A proposta da Comissão era justamente democratizar as eleições no clube oferecendo alternativas que continham vantagens e desvantagens, mas o importante era oferecer a oportunidade dos sócios votarem realmente em quem desejam e não em um ou dois membros que elegerão todos os 200.

Qual seria o melhor caminho? A proposta era justamente discutir isso, fora outros itens como a redução da idade para ser eleitor de 18 para 16 anos (adequando ao sistema eleitoral vigente do País), a criação de uma espécie de “ficha limpa”, com regras morais rígidas para a pessoa se candidatar e regras para a divulgação antecipada das pessoas em condições de votar. Alias, esta última é praticamente uma obrigatoriedade, pois todos os sócios viram o show que alguns deram por não conseguirem votar na última eleição.

Vale informar que a Comissão de Reforma é composta por pessoas de situação e oposição, sendo que apenas um membro deles faz parte da diretoria: Alexandre Husni, Guilherme Strenger, Ademir Benedito, Felipe Ezabella, Luiz Cezar Granieri, Mauro Gasparian, Miguel Marques e Silva, Osmar Stabile e Sérgio Alvarenga.

Essas pessoas se doaram para fazer pesquisas, abriram discussões com seus colegas políticos e houveram alguns debates internos. O resultado desse trabalho – aprovado por unanimidade pela Comissão – foi simplesmente ignorado. Afinal o importante agora é a apresentação do Adriano! Valeu CORI!

3/30/2011

Sem medo…

A Revisão Estatutária proposta ao CORI abordava itens pontuais para ajustar e corrigir eventuais falhas ou necessidades que foram sentidas após a aprovação em agosto de 2008.

Com exceção de dois itens, o restante não representava qualquer mudança radical, apenas ajustes de itens importantes para a vida do clube.

Mudar o estatuto foi uma vitória, conquistamos a eleição direta, a impossibilidade de reeleição, o fim dos conselheiros biônicos, a redução dos conselheiros vitalícios entre outras dezenas de ações.

A atualização estatutária deveria ser inevitável, porém é necessário discutir as propostas, trocar idéias, melhorar o que já havia melhorado e democratizar um dos maiores clubes do mundo.

Porém a decisão do CORI engessou o trabalho da Comissão de Revisão, que só aprovou os que lhes eram mais agradáveis: 1) A antecipação do pleito eleitoral para Dezembro, sugestão do próprio presidente Andrés Sanchez, visando garantir ao futuro presidente maior tempo para estruturar sua administração. 2) Eleição do conselho formado por chapas, com 200 membros cada, onde a mais votada elegeria todos os seus membros. Proposta esta apresentada por Waldemar Pires.

Foram deixados de lado, sem qualquer discussão ou possibilidade de debate, pois seria encaminhado para os conselheiros e depois discutido no CD, diversas propostas bacanas, mas a visão limitada e arbitrária fez o Corinthians adiar tais modificações.

Entre as propostas, listarei algumas interessantes e que valem o debate, afinal ninguém aqui é dono da verdade. Cada item tem uma avaliação de benefícios para o clube, tanto para o futebol, quanto para o social. Não podemos esquecer, para alguns é melhor ter uma piscina limpa e funcional do que alguém que mire o futebol como objetivo.

Listo abaixo algumas das propostas da Comissão de Revisão:

  • Redução do prazo para voto
    O sócio poderia votar após 03 anos de associado contra os 05 atuais. Para ser candidato, o prazo permaneceria de 05 anos.
  • Eleição para o Conselho Diretivo
    A eleição para o CD passaria pela redução dos vitalícios e da democratização do restante do pleito nas seguintes alternativas:

    a) Representação Proporcional
    Candidatos fazem parte de uma chapa, a que vencer fica com as 200 vagas. A eleição seria individual, sócios votariam em 20 candidatos.

    b) Sub-Chapas
    Candidatos fazem parte de uma chapa, porém são compostos de grupos com 25 candidatos. Cada eleitor votaria em 2 destas chapas.

    c) Candidatura Individual
    Candidatos fazem parte de uma chapa, porém são eleitos individualmente. Cada eleitor votaria em 20 candidatos, os mais votados são eleitos.
  • Sócio Eleitor
    Criação de uma categoria de sócio eleitor apenas e exclusivamente com direito a voto, sem ter acesso às dependencias do clube ou votar para a formação do CD e sem possibilidade de ser candidato.

Concordando ou não com as sugestões acima, vale o debate. A redução do prazo é tão somente pontual, não valeria para esta eleição. Nenhum sócio deveria ter seu direito à voto cercado por um prazo tão longo, porém é a minha opinião. Assim como a eleição para o CD deveria ser a mais democrática possível, acho a alternativa das mini-chapas mais interessante, só não entendi a do CORI levar apenas a eleição proporcional adiante. Quer algo mais anti-democrático?

O sócio eleitor é uma discussão boa, tem quem ache que o clube seria entregue à torcida, tem quem diga que o social seria abandonado, tem diga que as eleições poderiam ser manipuladas por um magnata, alguém sem vivência no clube ser eleito e de rivais escolherem nosso presidente.

Sou a favor de uma nova categoria de sócio, que poderia ser fundida ou até mesmo distinta do sócio-torcedor, mas todos com direito a voto. Minha opinião, claro, pode ser uma atitude muito radical frente aos dinossauros do Parque São Jorge.

De nada adiantou o trabalho da comissão, de pessoas que sonham em mudar o Corinthians. A impressão é que damos dois passos para frente e ainda caminhamos para trás. O Corinthians é maior, mas tem muita gente que não larga o osso. Uma pena.

Por medo, Corinthians não muda!

Acabou a pouco a reunião do CORI sobre a revisão do estatuto do Corinthians.

Após um longo trabalho da comissão de revisão, vários itens foram sugeridos como a redução de tempo de associado para votar, o sócio-eleitor e do artigo 140 sobre o poder do Conselho Deliberativo com relação ao estádio.

As propostas tinham vantagens e desvantagens, valeria o debate sobre um Corinthians mais DEMOCRÁTICO.

Porém o CORI deliberou apenas e tão somente duas alterações e ignorou as demais propostas da comissão: A antecipação da eleição para Dezembro e o sistema que formará a eleição do Conselho Deliberativo.

Na proposta, apresentada por Waldemar Pires, a eleição ocorreria na forma de chapas, com 200 membros cada, a mais votada elege todos os seus membros.

Uma verdadeira afronta à democracia, pois é certo que somente alguns realmente trabalhariam e outros entrariam na famosa cota. Um retrocesso para tantas coisas bacanas que aconteceram no clube.

Que fique bem claro que o CORI amarelou com medo de perder poderes, com receio de que a democracia possa enfraquecer o reinado de alguns sob o discurso que um aventureiro poderia dominar a presidência do clube, ignorando o próprio poder que tem.

Certas coisas no Corinthians nunca mudam e continuam capitaneadas por pessoas que visam o próprio umbigo e não querem ver o clube crescer. Paciência.